Panorama Nacional Macroeconomico

A assinatura dos acordos de Luena em 2002 e o subsequente processo de afirmação e consolidação da Paz coincidiu, aproximadamente, com a fase final do ciclo de recessão económica em que a Economia Mundial se encontrava. Nessa altura, o despontar do crescimento de economias como a da China e de outros países em vias de desenvolvimento, como a índia e o Brasil, teve um impacto muito marcante sobre os seus parceiros comerciais.

Angola, através da aposta no aprofundamento das relações económicas com países de elevada taxa de crescimento, tem aproveitado, da melhor forma, os efeitos dessas relações, ocupando um lugar de destaque entre os países de África Subsariana.

A taxa de crescimento da China e dos Países em Vias de Desenvolvimento em 2004 foi de 9,5% e 7,3% respectivamente. Estes valores contrastam claramente com o desempenho dos países da área Euro e do Japão com taxas de crescimento de 2% e 2,7% respectivamente.

A taxa de crescimento económico de Angola em 2004 foi superior à média do continente africano, situando-se bem acima dos 7%, valor que apenas outros 5 países do mesmo continente conseguiram alcançar.

Em 2005 a taxa de crescimento económico aumentou, atingindo os 19,7% para o sector petrolífero e os 10,4% para os restantes sectores da economia, o que representou 15,5% de crescimento combinado.

Em termos nominais, o Produto Interno Bruto regista um aumento de 9.500 milhões de USD em 2001 para 30.300 milhões de USD em 2005, o que representa uma taxa de crescimento anual nominal superior a 36%.

A indústria petrolífera possui um peso assinalável na economia angolana, tendo atingido os 57% de contribuição para o PIB em 2005.

Importante para compreender o desfasamento entre os valores nominais e os reais é a evolução da taxa de inflação. Desde 2003 que este indicador tem estado a diminuir, tendo atingido no final de 2005 os 17,7%, valor substancialmente inferior aos 76,5% de apenas dois anos antes.

No campo das contas públicas, em 2004 a receita fiscal representou 36,8% do PIB. Este valor tem-se mantido estável devido ao jogo de duas forças de sentido contrário: a diminuição da taxa efectiva de tributação sobre o sector petrolífero e o aumento do preço do crude nos mercados internacionais.

A despesa orçamental, excluindo a amortização de capital, tem tendência decrescente, atingindo o valor de 35,7% do PIB. Relativamente à despesa de capital, aumentou de 4,4% do PIB em 2004 para 8,3% no ano seguinte, o que ilustra de forma inequívoca o esforço de reconstrução e reabilitação de infra-estruturas do País. O Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2006 fixava este indicador em 21,8%, o que representa um crescimento percentual para quase o triplo face ao ano anterior.

Como consequência, assiste-se a uma progressiva integração de Angola nos blocos regionais, denotando um aprofundamento das relações económicas e diplomáticas com os países vizinhos, bem como a consolidação da economia de mercado.

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